terça-feira, 9 de junho de 2009

Gentilezas e bem-estar

Nesses últimos dias estive observando o quanto a gentileza faz bem e o quanto é bom ser gentil. Resolvi discorrer sobre este tema por ter vivenciado situações do tipo em demasia nesta semana. Infelizmente esses acontecimentos são raros.
Na correria do dia-a-dia, em meio à poluição sonora nas ruas, a correria dos pedestres, a agonia de motoristas no trânsito, a insatisfação contínua da sociedade, a falta de profissionalismo das pessoas e muitos outros fatores desconfortáveis, as pessoas acabam perdendo a calma e perdendo o equilíbrio emocional. Vejamos então que neste mundo atual é normal e super fácil sermos estressados e desequilibrados. É triste afirmar isso desta maneira, mas hoje esse é o meu triste dever. Só estou feliz pelo motivo de não fazer parte deste grupo, pelos menos até hoje.

Por outro lado, em meio a toda essa luta travada no dia-a-dia pude contemplar algumas pessoas que estavam bem consigo mesmas. Estas pessoas entravam em transportes coletivos saldando as pessoas com um “bom dia/ boa tarde/ boa noite”, desejavam aos passageiros “Deus vos acompanhe” ao deixarem o transporte, ajudavam idosos, mulheres, etc.
Notei que as pessoas que recebiam gentilezas deste tipo se sentiam bem, sorriam, mostravam estar alegres. Acredito que estas pessoas – pelo menos nestes dias – se sentiram convidadas a agir da mesma forma gentil com a qual foram tratadas. Você leitor, percebe o quanto isso é contagioso? O contrário também vale: Um dia abrutalhado e cheio de discussões pode mudar o humor das pessoas à nossa volta e influenciar nas ações das mesmas.

Num outro dia, enquanto aguardava o transporte que utilizo na cidade; uma senhora robusta, negra e simpática, segurando sacos com compras estava ao meu lado falando: “a fome é feia...”, e outras coisas que não me recordo. Percebi que ela estava querendo tirar alguma coisa de uma de suas sacolas de compras e comer ali no ponto de ônibus. Foi então que ela tirou um pão da sacola e olhou para mim dizendo: “Eu é que não vou ficar com fome na rua, vou comer um pão aqui mesmo”. Daí comecei a falar sobre qualidade de vida para ela se sentir bem e à vontade enquanto satisfazia seu próprio desejo de alimentar-se na rua. Depois de uns minutos percebi que eu tinha convencido à senhora de que ela não precisava se preocupar com o que as pessoas pensariam dela, e sim de se realizar naquele momento.
Conclui que sendo gentil com ela também provoquei bem-estar, tanto nela quanto em mim.
Convido-lhes a observar o próprio comportamento e a considerar possíveis mudanças para tornar os dias melhores e mais agradáveis. Acredite, vale a pena!






4 comentários:

Nanyyy disse...

grandee..mais profundo....coitadinha d mulher d pão...rsrs..zueira

Anônimo disse...

Oi Anderson gostei do seu site,muito legal parabens.
Vc e uma pessoa muito dedicado as coisas valeu.

paulofranke disse...

Você acertou em cheio com esta postagem - e outras, claro!
E até acrescentaria, se me permite: olhar para as pessoas nas ruas movimentadas como Jesus as olha, carentes de amor, de paz, do Pão da vida, que é Ele mesmo.
A propósito, aqui onde vivemos, na Finlândia, o povo é bem à vontade no sentido de fome... Já vi pessoas comendo banana enquanto caminham, caixas de morango, até pepino!! aBRaco, talentoso amigo!

Tatiane disse...

Anderson... Gostei muito! As pessoas hoje em dia se esquecem de serem "Gentis", e acima de tudo, de serem elas mesmas.
Muito bom...Parabéns Anderson.